quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Psicologia e Psicanálise



Psicologia é a ciência do comportamento humano, surgiu da Antropologia e da Filosofia. Ciência é uma forma do homem abordar o UNIVERSO.
No século 19 as principais abordagens eram: Funcionalismo, Estruturalismo e Associacionismo.
No século 20 definiram-se três grandes teorias: PSICANÁLISE (que ficou muito conhecida com Freud, porém não foi o seu criador), BEHAVIORISMO (Comportamental) e GESTALT. A partir daí apareceram muitas linhas.
Interessante dizer que a Psicologia usa alguns conceitos da Psicanálise, porém esta não usa nenhum conceito da Psicologia. A Psicologia não trabalha com o Inconsciente enquanto algo inacessível, enquanto que a Psicanálise se fundamenta neste conceito. Para a Psicologia o inconsciente pode ser acessado a qualquer momento, enquanto que para a Psicanálise, o inconsciente é onde jogamos/escondemos todo o nosso lixo, só podendo ser acessado em terapia ou em alguns estados alterados de consciência.
Outra coisa interessante que muita gente que faz o curso de Psicologia demora a entender é que, no curso de Psicologia a pessoa se forma Psicólogo. Se quiser ser Psicanalista, precisa fazer escola de Psicanálise (essa formação independe de ser Psicólogo). Embora a gente estude Psicanálise no curso de Psicologia, ninguém sai de lá um Psicanalista.

domingo, 23 de outubro de 2011



Escolha

No caminho para a realização
Existem alguns atalhos
Uma espera que pode ser imensa
Quando nuvens cobrem os meus olhos
A existência passa a ter um novo sentido

Algo esquecido, que corre e se embrenha
Fumaça que ofusca minhas sensações
Trazendo um outro sentido para aquilo
Que tão forte havia surgido

De repente, em meio a passos tortuosos
Algo novo e estranho aparece
Confundem meus sentidos, mostra-se de
Forma estranha e de um princípio
Que jamais conhecera

Dois caminhos, dois desejos, outros ainda
Poderão surgir, perdidos numa neblina que cobre
Meus olhos que antes tão claros viviam e viam

Tudo agora me confunde e se funde nas não mais
Conhecidas trilhas e também não rumos

Escolha

Entre um e outro entre outro e um
Que se dividem e abrem tantas outras
Formas de olhar e ver, de gostar e de sentir
De amar e duvidar, pensar e repensar
Viver e reviver
Estradas de outras formas, olhares de outros
Modos, passos de novos pés, mãos que levam

Carícias que só o coração conheciam, que transportam
Novos e conhecidos desejos para
Enfim se decidir
Por aquilo que em princípio se mostrara.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Desproporcionalidade

Assisti a uma cena absurda dias atrás. Digo absurda pelo choque que isto causa, embora saiba que seja muito comum e, certamente, esteja acontecendo algo semelhante neste exato momento.
Um jovem casal tentava atravessar a rua, pela faixa de segurança, levando uma criança num carrinho que provavelmente dormia, embalado pelos buracos das calçadas, diga-se de passagem.
Uma jovem senhora, dentro daqueles carros que levam os que se julgam donos de tudo, começou uma marcha-a-ré no sentido de contra mão. Ao perceber que ela vinha para cima deles, o pai falou quase gritando, mas de forma cautelosa e educada, num tom adequado para o momento de perigo: "cuidado, nós estamos atravessando a rua". Imediatamente o vidro do bólido foi se abaixando e de dentro começou a sair gritos de uma pessoa absolutamente histérica, disparando impropérios da maior grosseria, numa atitude completamente desproporcional, mesmo na hipótese de que ela estivesse numa conduta correta. Todos que assistiam à cena se sentiram ofendidos, embora não tenha sido esboçada qualquer reação.
Afinal de contas não convém se meter com gente que se acha dona do mundo. O casal foi se afastando de forma prudente, levando dentro do carrinho o bebê que dormia inocente, assim como todos que assistiram àquelas cenas de puro terror proporcionados por uma pessoa em surto.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Encontro

Vivo um momento de experiências fabulosas.
Um encontro de gerações, trocas maravilhosas de pensamentos, raciocínios, novas e surpreendentes visões. De repente me vejo olhando o mundo com muitos olhos, inclusive os meus. Maravilhoso!
Olhares de hoje com a visão do passado, olhares de ontem com o observar de hoje, numa mistura fantástica, porém com os pés no agora, vivendo intensamente o exato momento.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Outro foco

Quanto ao atentado ocorrido no Rio De Janeiro no mês de Abril de 2011, numa escola do Realengo, quando crianças foram mortas por um homem que fora ex-aluno, sugiro algumas reflexões.
Trata-se sem dúvida de um ato de violência sem comparações em nosso país, o que ao meu ver já basta para ser tratado com muito cuidado e perícia. Entretanto não podemos fechar questão neste limitado campo, repito, segundo meu modo de ver. Existem muitos aspectos para serem observados e isto não pode ser visto como um problema isolado e que será resolvido apenas com sua elucidação total. Existe um culpado? O rapaz está morto e não poderá ser julgado. Isto não deve fechar o ciclo e muito menos eximir de culpa qualquer outra pessoa ou grupo de pessoas. Um debate foi aberto para se discutir a violência, mas isto ainda é muito pouco. A questão é muito maior e de profundidade difícil de ser mensurada.
Que tipos de abusos este rapaz sofreu, em silêncio, em sua infância ou adolescência? Quem estava por perto para cuidar disto? O que fez, ou o que as escolas fazem hoje, para proteger e orientar seus alunos? Como os pais, aqui de todos os alunos, agem ou deixam de, quando seu filho abusa ou sofre um abuso? O que estas pessoas (pais) sabem sobre isso? Quanto ganha um professor? Como (dis)funciona os serviços de saúde pública? O que pode ser feito para melhorar as condições familiares e suas relações? Quem deveria estar encabeçando estas ações?
São muitas as questões e, pelo visto, o cidadão comum, cumpridor de suas obrigações e sabedor de seus direitos, não vê correspondência em nossos governantes, sabedores de seus direitos mas, parece-me, desconhecer suas obrigações.
Se no passado os reis cuidavam de seu povo dando-lhe casa, comida e condições de trabalho, os presidentes, monarcas e acessores de hoje, parecem apenas olhar para seus próprios umbigos e desviar o foco para suas manifestações fora de propósito.

domingo, 10 de abril de 2011

Linear, circular, elipse

Os passos se alternam, as distâncias podem até ter sentido, mas isso não importa agora.
Mudanças e mudanças ao longo do tempo, dos anos. Rostos e sentimentos que vão e que vêm. Mutável e com sentido, mesmo que pareça nenhum sentido ter.
Sentir o universo num olhar, o chão, de olhos fechados, o calor, na chuva, o vento, mesmo recolhido entre as quatro paredes do ser total. Paredes que se desmancham, se dissolvem numa poeira que segue sem fim para o alto, para depois se deitar calmamente no silêncio, sem tempo nem espaço.

sábado, 2 de abril de 2011

Qualidades quantificadas

Respeito.
Este o é por si só. Não existe maior ou menor respeito. Ele simplesmente é.
Esta qualidade ou sentimento, difícil de ser explicada ou definida, não pode ser mensurada. Difícil dizer de onde vem e como existe ou se forma. Mas é fato que reside dentro de nosso mais íntimo espaço de valores.
Ao cultivá-lo, nosso olhar se torna mais límpido, nosso corpo e nossas atitudes, mais lívidas, muito mais leves pelo caminho que criamos ao viver.

domingo, 20 de março de 2011

Que riqueza é essa?

Estive passando pelo Bairro da Liberdade em São Paulo e é notável nos rostos das pessoas um semblante de angústia, diríamos. O forte impacto sofrido pelo terremoto no Japão trouxe uma preocupação maior ainda relacionada às usinas nucleares.
Espera-se que a partir de mais este desastre se repense todos os programas que faz uso da energia nuclear ao redor do planeta.
Esperamos também que o poder econômico não impeça de colocar em prática os resultados desta reflexão, pois existem muitas outras maneiras de se chegar a um bom resultado através de formas limpas, nem sempre tão lucrativas.
Outro aspecto interessante é o fato de que o Japão, até aquele momento a terceira maior economia do mundo, agora começa a receber ajuda de muitas formas, inclusive de doações em dinheiro de pessoas do mundo inteiro.
Fica a questão: que riqueza é ou era essa?

segunda-feira, 7 de março de 2011

Reflexões sobre o Mecanicismo Cartesiano

O Mecanicismo foi um movimento que aconteceu no Século XVII, do qual participou a maioria dos cientistas e filósofos daquele tempo. Representou praticamente o surgimento de um novo “paradigma”, sendo que René Descartes foi seu maior expoente.
Pode-se apresentar este movimento a partir de cinco aspectos de compreensão do conhecimento: redução de todos os fenômenos para elementos naturais simples; estes fenômenos podem ser compreendidos ao vê-los como peças de uma máquina que pode ser desmontada, reconstruída e imitada; introdução do sentido da quantificação e da geometria, quando os fenômenos podem ser explicados matematicamente; ao se distinguir o mundo humano do natural, deixa-se de lado o modo antigo de distinção entre natural e artificial, entre a consciência e a liberdade e o mundo do determinismo material; as causas finais da natureza cedem lugar às causas eficientes.
Descartes vivia num tempo onde a Igreja fora abalada pela Reforma e existia um embate entre Religião e Ciência, sendo que os governantes se voltavam para a burguesia e não olhavam para o desenvolvimento científico. Chegou a ver respostas na precisão incontestável da Matemática, mas inútil para os problemas da vida, onde a certeza científica o levava para a razão. Foi perseguido pela Igreja e passou a escrever de forma ambígua para fugir à sua perseguição, também publicando obras em francês, quebrando o costume em detrimento do latim, marca da Idade Média.
Em busca de uma Matemática Universal, onde existia uma cadeia de razões, começa a duvidar de tudo, ao vislumbrar nos cálculos matemáticos resultados incontestáveis.
Via o mundo e suas relações humanas como uma grande máquina, onde peças perfeitamente encaixadas traziam um funcionamento perfeito, dentro de padrões matemáticos que não poderiam ser questionados.
Ao pensarmos nestes princípios hoje, poderíamos imaginar uma peça de uma engrenagem, como a de um relógio, que se quebra ou se desgasta. Ao se trocar uma peça apenas, as que estão ligadas diretamente continuarão funcionando, assim como o sistema, porém outras também sofrerão um desgaste e necessitarão também de uma reposição. Num certo momento existirão neste complexo peças novas e usadas ou desgastadas, que poderão ou não afetar o seu funcionamento. Abstraindo-se daí uma situação de poder, onde pessoas que o exercem ou são representativas de classes ou grupos, não mais satisfaz aos seus interesses, necessitam de uma reposição para a volta de seu funcionamento normal a que se espera.
Para que haja uma mudança fundamental, até para o surgimento de um novo paradigma, existe a necessidade de que as peças sejam trocadas todas ao mesmo tempo, surgindo um novo momento ou uma nova realidade.


Referências

René Descartes. Coleção Os Pensadores. Editora Nova Cultural Ltda. 1999.

BATTISTI, César Augusto. A natureza do mecanicismo Cartesiano. Disponível em www.scielo.br Acesso 03 Mar. 2011

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Queda


Aquela precipitação. Uma sensação de total desproteção. Vulnerável até o último fio de cabelo.
De um segundo, décimos de segundo para outro, tudo muda. Transmuda/ta. Nada pode ser feito, a não ser cair. Deixar o corpo se precipitar, sem nenhum tipo de controle. Vulnerabilidade. Quem cai? O meu ser cai? Foi só o corpo, meu ser apenas observou. O mês é Fevereiro, o ano 2005. Nada pôde ser feito. Nada.
Sem respiração, a aflição e o medo. O medo de nunca mais me levantar, sozinho. Só.
A chuva caía e me gelava somente o rosto, mostrando que aquilo não era um sonho, pois foi o que imaginei enquanto desmoronava pela escada abaixo. A chuva e o chão gelados me informaram que aquilo era real e ficaram comigo.
Totalmente vulnerável. Nada pôde ser feito. Apenas cair.
Tudo caminha por si mesmo sem resistência nenhuma. É totalmente natural, obedecendo a certas leis. Não há nada em que se segurar. Cair. Apenas cair.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Artificialidades


Vivemos num país que cresce economicamente, o que é confirmado pelas pesquisas e números apresentados, todos sérios, assim esperamos.
No entanto ao observarmos este crescimento, o número de novas vagas de empregos criadas, principalmente, notamos que estas são relativas a atividades do setor terciário ou de serviços.
O comércio também apresenta um ótimo desempenho, vemos lojas e mais lojas por todos os lugares e em qualquer cantinho onde seja possível. Muita gente que perde o emprego opta por este segmento assim como pessoas que querem mudar de trabalho, na ânsia de poder atuar de forma autônoma e ser seu "próprio patrão". Claro, é um direito.
Mas e o setor de produção, o primeiro e mais importante, a quantas anda, principalmente o da agricultura? Este sim o fator determinante da riqueza de uma nação, haja visto as crises enfrentadas pelos países, principalmente europeus nos últimos anos, que não se voltam para estes objetivos, como ponto principal.
Estaria nosso país também crescendo de forma artificial? Quando saberemos?

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Vida artificial


Assisti a um filme recentemente onde um personagem diz, numa certa altura da trama:
"Tenho uma percepção muito aguçada, só não aplico a mim mesmo porque não tenho problemas."
Mesmo sendo uma ficção/comédia, esta frase retrata uma situação muito real. São muitas as pessoas que pensam, sentem e acreditam nisso, exatamente desta forma. São candidatíssimas a frequentarem um bom terapeuta ou continuarem a viver uma vida absolutamente artificial.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O real valor das pessoas


Desnecessário dizer que o que toma conta da mídia, em sua maioria, é o que não dá certo, os acidentes, as intempéries, novelas, seriados de televisão, os assaltos, os erros médicos, as invasões e arrastões, pessoas, conhecidas hoje como "celebridades", que fazem e desfazem, dão péssimos exemplos, entre outras sandices.
Claro é que algumas dessas observações e situações acima são importantes para se averiguar o andamento de uma sociedade e ou avaliar as condições patológicas de um povo ou nação.
Por outro lado existe muita gente pelo mundo afora fazendo coisas maravilhosas que, por conta dos índices de audiências dos telejornais, para ficar somente neste exemplo, caminham às vezes apenas com suas próprias forças. E que bom que isto continue acontecendo. São pessoas ou grupos de cidadãos que tocam projetos preciosos envolvendo educação, saúde, ecologia, etc, tendo como base a consciência, deixando de lado o orgulho e a soberba.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Formulações

A mente, tagarela insaciável, faz com que formemos opiniões, façamos observações e criemos um número sem fim de fórmulas, conteúdos, histórias e teorias que, por questões
talvez éticas, por medo ou para evitar polêmicas e conservarmos nossa posição na sociedade, joga grande parte no baú sem fundo da nossa memória.
Mas, de repente, aparece alguém que formula um pensamento, traduz em palavras muito daquilo que já vínhamos percebendo, o que nos deixa com alguma paz e tira um pouco do peso que talvez não devêssemos carregar.
"Ao contrário de Flaubert, que julgava ser a asneira privativa de seu tempo, penso que é uma característica largamente distribuída: já havia imbecis no tempo do Homem de Neandertal. Se hoje são mais numerosos, é simplesmente em razão do crescimento demográfico. (Umberto Eco)"

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

... a sua Bênção !


Ontem me lembrei de minha avó, na verdade a lembrança veio da minha meninice quando, ao encontrá-la, invariavelmente, beijava-lhe a mão e pedia a "sua Bênção", ouvindo em seguida "Deus te abençoe". Logo após ela me envolvia num carinhoso abraço e beijava meu rosto. Fazia isso com todos os seus netos.
Muitos netos, netas e muitas avós e avôs também vão se lembrar disto. Muito mais que respeito era uma demonstração de amor. Lembro-me de ter feito isso até seus últimos dias. E foi assim também com meu avô.
É que ontem aconteceu um fato que me levou ao desejo de repetir esta atitude com um amigo. Depois de conversar por mais de uma hora com ele e de ter ouvido preciosos ensinamentos, fui tomado por profunda gratidão e... pedi a sua Bênção.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O que é público ?


Frequentemente observamos locais públicos mal cuidados e ou abandonados. A falta de consciência leva a estes fatos, mas a ausência de manutenção e fiscalização, que não seria necessária se houvesse a tal da consciência, é o outro lado da moeda.
O que é mais fácil, conservar ou destruir e fazer de novo? Precisa de resposta? A menos que não houvesse interesses em refazer a obra...
Enquanto isso lindos locais que poderiam ser utilizados para o lazer ou pelo menos servirem de oásis, ficam por anos a fio tirando a beleza das cidades além de levarem também à insegurança.

Quem é quem ?


Estamos vivendo dias de apreensão, especialmente neste período, quando assistimos a impotência do governo e principalmente do povo, para encarar movimentos de verdadeira guerra civil na cidade brasileira considerada como uma das mais belas do planeta.
Dentro de minha ignorância, fico apenas imaginando coisas que nem sei se tem valor ou cabimento.
Apenas para ilustrar o que penso, longe de querer criar polêmicas e apenas analisando um lado da questão, já que o outro vale uma reflexão ainda maior e talvez mais importante e profunda. Um exemplo banal e muito comum nas grande cidades brasileiras, que são as que eu mais acompanho: as casas de bingo. Volta e meia esses locais são "estourados" e, até onde a gente imagina, seus dirigentes e proprietários são punidos na forma da lei, já que este tipo de atividade não é permitida em nosso país. Mas e quem frequenta estes locais? Quem são estas pessoas que sustentam o ato ilegal? Eu, pelo menos, nunca ouvi dizer que uma pessoa presente e que não tivesse ligação com o negócio tenha sido autuada.
Poderíamos analisar o trafico de drogas como algo semelhante?

domingo, 21 de novembro de 2010

Plugado antes das 7h


O título é estranho mas eu já explico.
É muitíssimo interessante assistir TV ou ouvir rádio bem de manhã, pois o que observamos são assuntos, em muitas vezes, que não serão comentados no restante do dia. Não estou falando do noticiário, isto realmente não sofrerá grandes alterações.
São documentários, entrevistas e programas feitos por pessoas que, quase em sua totalidade, trabalham, estudam ou comentam sobre assuntos que não alcançam a grande mídia, e que batem de frente com grande parte da publicidade que será veiculada durante grande parte do dia.
Exemplos disso são notícias sobre os malefícios de hábitos amplamente difundidos como o uso de adoçantes, alimentação baseada em fast-food, perfumes, bebidas alcoólicas, carros caríssimos, facilidades de crédito, ações e negociatas de empresas e bancos, e por aí vai.
Existem programas excelentes na mídia que são veiculados em horários em que a maioria das pessoas está dormindo, obviamente uma necessidade fisiológica ou trabalhando, para aqueles que trocam profissionalmente a noite pelo dia, como por exemplo ações sociais valiosíssimas, que quase não são veiculadas no horário nobre, entre outros.